Afetos, pensamentos e corpo: o tempo da delicadeza

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A princípio, poderíamos pensar que nossos sofrimentos advém de nossos pensamentos racionais. Mas não é bem assim. Quantas vezes, por exemplo, nos pegamos sentindo algo que nos causa desconforto, angústia, tristeza ou até mesmo alegria e muitas vezes não temos a menor ideia do motivo pelo qual tal afeto nos pega de surpresa ? A grande verdade é o afeto que não traduzimos por meio de palavras toma dois destinos. Ele se direciona para nossos pensamentos, que insistem, que nos invadem e sobre os quais não temos o menor controle. Por mais que possamos nos esforçar para deixar de pensar sobre algo, mais ele persiste em nos visitar. O outro destino é o nosso corpo, um verdadeiro palco onde depositamos toda a sorte de doenças que produzimos advindas do nosso complexo psiquismo.

A mundo capitalista mercantiliza a concepção de felicidade. Consuma e seja feliz! Eis o seu lema e consequentemente cala aquilo que nos é mais singular: a nossa subjetividade. Quanto maior espaço para o consumo, menor o espaço para o encontro da nossa subjetividade. O que chamo de delicadeza nada mais é do que esse movimento peculiar que está cada vez mais perdido e assim, nos desconectamos cada vez mais de nós mesmos. Onde estamos que não nos localizamos dentro de nós ?

 

Em breve, estaremos ministrando um debate sobre o tema no nosso espaço.

 

 

Autora

Simone Ferreira

CRP 05/38722

Tenho como proposta conduzir o tratamento psicanalítico de forma a contribuir para que você vá ao encontro de seu próprio desejo, libertando-se daquilo que o impede de alcança-lo. A experiência psicanalítica abre espaço a novas e constantes possibilidades de reinvenção de si mesmo, resignificando seu passado. Assim, você pode reescrever seu presente. Você pode entrar em contato pelo WhatsApp pelo número: (21) 98171-5996

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